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5.10.14

Night Dreamer



"muitas pessoas deixam a vida passar, elas seguem o sistema de recompensa e punição de outra pessoa. acabam geralmente punindo-se a si próprias e recompensando as pessoas erradas."
Wayne Shorter

19.1.13

Mateus Rosé - The Ultimate Experience

James Marshall Hendrix 
born Johnny Allen Hendrix; November 27, 1942 – September 18, 1970

September 17, 1970 - London

Monika Dannemann claimed to have prepared a meal for them at her apartment in the Samarkand Hotel, 22 Lansdowne Crescent, Notting Hill, sometime around 11 p.m., when they shared a bottle of wine. The Death of Jimi Hendrix

Ainda segundo ela, por volta das 4 da manhã, sentiu-se mal e pediu-lhe uns comprimidos para ver se conseguia dormir, conversaram até às 7 e enquanto escrevia uma canção sobre ambos "The Story of Life" enfardou a caixa dos comprimidos e disse-lhe no fim "I want you to keep this forever, I don't want you to forget anything that is written. It's a story about you and me"

The story of Jesus
so easy to explain
After they crucified him,
a woman, she claimed his name
We as men
can't explain the reason why
the woman's always mentioned
at the moment that we die
The story of life
is quicker than the wink of an eye
The story of love
is hello and goodbye
Until we meet again


Angel 
- The Ultimate Experience -

morreu nessa manhã, asfixiado no próprio vomito...

9.9.12

Sou uma emoção estrangeira, um erro de sonho ido…



Há uma música do Povo
Nem sei dizer se é um Fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado…
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser…
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver…
Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção…
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração…
Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido…
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

Fernando Pessoa
In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005




4.8.12

... cá dentro inquietação, inquietação



Inquietação
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

José Mário Branco