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24.1.13
MUSEU
Aqui - como convém aos mortais -
Tudo é divino
E a pintura embriaga mais
Que o próprio vinho
Sophia de Mello Breyner Andresen
imagem: Guernica, de Picasso :: (Museu Reina Sofia, via The New York Times)
8.9.12
Não sei rezar. Nunca gostei
Sophia de Mello Breyner Andresen
Não sei rezar.
Nunca gostei de repetir fórmulas...
Às vezes, ao tentar dormir, digo coisas a Deus.
Sophia de Mello Breyner Andresen
23.12.11
9.11.11
Palavras de Sophia
Sophia na sua casa da Graça, fotografia de Eduardo Gajeiro, 1964
"...E é muito importante que se compreenda claramente que a arte não é luxo nem adorno. A história mostra-nos que o homem paleolítico pintou as paredes das cavernas antes de saber cozer o barro, antes de saber lavrar a terra. Pintou para viver. Porque não somos apenas animais acossados na luta pela sobrevivência.
E se a política deve desalienar a nossa vida política e a nossa vida económica, é a poesia que desaliena a nossa consciência. ..."
E se a política deve desalienar a nossa vida política e a nossa vida económica, é a poesia que desaliena a nossa consciência. ..."
excerto do texto que ela pronunciou, a 10 de Maio de 1975, no I Congresso de Escritores Portugueses
Sophia de Mello Breyner Andresen - (Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004)
13.10.11
1 respiro - Twilight Dreams
11.9.11
A coragem é uma escolha
Foto Correia dos Santos, 1968.
Uma tradição ou é cultura ou não é coisa nenhuma, disse-nos Sofia de Mello Breyner.
7.6.11
Resistir! Sim, Resistir!
PRANTO PELO DIA DE HOJE
Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas
Sophia de Mello Breyner Andresen, "Livro Sexto"

Quino in "Potentes, Prepotentes e Impotentes"
Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas
Sophia de Mello Breyner Andresen, "Livro Sexto"
Quino in "Potentes, Prepotentes e Impotentes"
25.5.11
desabafo...
22.4.11
a poesia está na rua
25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
que nunca te falte a poesia
saúde e porrada
9.11.10
Um dia branco
Metz in France - David CrunelleUm dia branco
Dai-me um dia branco, um mar de beladona
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
Como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas
Que ao olhá-las me pareça
Que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Antologia
1975
17.10.10
5.10.10
Prece
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Sophia de Mello Breyner Andresen
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Sophia de Mello Breyner Andresen
3.10.10
2 poemas

2 poemas de
Sophia de Mello Breyner Andresen
Poesia
Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
2.10.10
mensagem
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
do livro "No tempo dividido"
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