Ginginha sem Rival e também anis, amêndoa amarga, salsaparilha, capilé e o famoso "Eduardino", em memória de um palhaço do coliseu. Fica nas Portas de Santo Antão nº. 7.
Street scene in Lisbon - Portugal , 1940’s Photograph by W. Robert Moore, National Geographic
“Se a tua dor te aflige, faz dela um poema.”
( Eça de Queiroz )
José Maria de Eça de Queirós, nasceu na Póvoa de Varzim no dia 25 de novembro de 1845 e morreu em Paris no dia 16 de agosto de 1900. Já lá vão mais de 100 anos, é quase um homem invisível....
"A utopia com que sempre sonhei pode efectivamente concretizar-se." José Afonso no espectáculo do Coliseu, antes de cantar "Utopia" .
Cidade Sem muros nem ameias Gente igual por dentro gente igual por fora Onde a folha da palma afaga a cantaria Cidade do homem Não do lobo mas irmão
Capital da alegria Braço que dormes nos braços do rio Toma o fruto da terra É teu a ti o deves lança o teu desafio Homem que olhas nos olhos que não negas o sorriso a palavra forte e justa Homem para quem o nada disto custa Será que existe lá para os lados do oriente Este rio este rumo esta gaivota Que outro rumo deverei seguir na minha rota?
José Afonso : "Como se fora seu filho", de 1983 "textos e canções", Assírio e Alvim, 1983
Agarro a madrugada como se fosse uma criança, uma roseira entrelaçada, uma videira de esperança. Tal qual o corpo da cidade que manhã cedo ensaia a dança de quem, por força da vontade, de trabalhar nunca se cansa. Vou pela rua desta lua que no meu Tejo acendo cedo, vou por Lisboa, maré nua que desagua no Rossio. Eu sou o homem da cidade que manhã cedo acorda e canta, e, por amar a liberdade, com a cidade se levanta. Vou pela estrada deslumbrada da lua cheia de Lisboa até que a lua apaixonada cresce na vela da canoa. Sou a gaivota que derrota tudo o mau tempo no mar alto. Eu sou o homem que transporta a maré povo em sobressalto. E quando agarro a madrugada, colho a manhã como uma flor à beira mágoa desfolhada, um malmequer azul na cor, o malmequer da liberdade que bem me quer como ninguém, o malmequer desta cidade que me quer bem, que me quer bem. Nas minhas mãos a madrugada abriu a flor de Abril também, a flor sem medo perfumada com o aroma que o mar tem, flor de Lisboa bem amada que mal me quis, que me quer bem.
Música: José Luís Tinoco Letra: Ary dos Santos Canta: Carlos do Carmo
Fernando Pessoa na adega de Abel Pereira da Fonseca, em 1929. Esta fotografia enviou-a ele a Ophelia Queiroz com a inscrição:
«Fernando Pessoa em flagrante delitro».
Lisbon Revisited (1923)
NÃO: Não quero nada. Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Elevador de São Julião (ou da Biblioteca) — (1987−1915) Calçada de S. Francisco 1909
Estava ali em Lisboa, no Largo de São Francisco, mas chamava-se Elevador de São Julião. Levantava do chão 25 pessoas de cada vez através de um contrapeso de água. Levantou as últimas em 1915.
Eis o que dele se conta nos arquivos da CML:
«Elevador de São Julião Localização: Largo de S. Julião/Largo das Belas Artes Autoria: Raoul Mesnier de Ponsard Inauguração: 12 de Janeiro de 1897
O elevador do Município, também conhecido como elevador da Biblioteca ou elevador de S. Julião, foi o sétimo elevador a ser construído em Lisboa. A entrada fazia-se pela porta de uma residência particular, o n.º 13 de Largo de S. Julião, e a saída fazia-se igualmente por outra residência particular, pelo terraço do Palácio do Visconde de Coruche, no então Largo da Biblioteca. Funcionou até 1915. Este elevador ficou ligado à intentona de 28 de Janeiro de 1908, conhecida como Golpe do Elevador da Biblioteca, em que conspiravam carbonários, republicanos e dissidentes progressistas. Foram presos António José de Almeida, Afonso Costa, Álvaro Poppe e mais suspeitos, num total de noventa e três conspiradores.»
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“Life is a lot like jazz . . . It’s best when you improvise. . .”
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