9.3.10
The Observer's Sky Atlas
The Observer's Sky Atlas contains star charts and information for all those who observe the night sky with unaided eyes, with binoculars, or with small telescopes, and also for those who just wish to look at constellations and interesting objects. Equally useful for the beginning observer and the old hand, the atlas presents:- A short introduction into observing the sky and a thorough description of the star charts and tables
- Clearly arranged charts of all the stars (up to 6th magnitude) visible with the unaided eye
- Enlarged chart sections (including all stars to magnitude 9) for binocular observation, highlighting 250 interesting nebulae, galaxies, and stellar clusters;
This new third edition features:
- 32 additional pages with images of all the 250 nebulae covered in the atlas
- An updated calendar for the next 20 years
- Double star ephemerides from 2005-2020, including updated tables accompanying star charts
- Updated minima/maxima of variable stars according to recent observations
- Updated data where new measurements have proven more reliable than previous ones.
The Observer's Sky Atlas is an indispensable and handy companion for every observer and has already appeared in four languages.
Some praise for previous editions:
" The most informative little sky guide in the business." - Astronomy
:: The Observer's Sky Atlas ::
5.3.10
3.3.10
Keith Jarrett : Bach, Mozart, Händel e Shostakovich
:: Mozart Piano Concertos K. 466, 453, 271, 546 :: Part 1 .:. Part 2 .:. Part 3
:: Mozart Piano Concertos K. 488, 595, 477, 467, 550 :: Part 1 .:. Part 2 .:. Part 3
:: J.S.Bach - Goldberg Variations :: Part 1 .:. Part 2
:: J.S.Bach - The French Suites :: Part 1 .:. Part 2 .:. Part 3
:: J.S.Bach - The Well-Tempered Clavier Book I :: Part 1 .:. Part 2 .:. Part 3
:: J.S.Bach - The Well-Tempered Clavier Book II :: Part 1 .:. Part 2 .:. Part 3 .:. Part 4
:: Händel - Suites for Keyboard :: Part 1 .:. Part 2
:: Shostakovich - 24 Preludes and Fugues op. 87 :: Part 1 .:. Part 2 .:. Part 3
2.3.10
cegueiras - alegoria da caverna
Imaginemos uma caverna subterrânea, onde seres humanos estão aprisionados desde a infância, geração após geração. As pernas e os pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo virar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, ver o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguido um muro, como se fosse em parte uma fronteira e um palco de marionetes. Ao longo desse muro - palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição por ela ocupada, os prisioneiros vêem projectadas na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens, nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que vêem porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, se alguém libertasse os prisioneiros?
Que faria um prisioneiro libertado?
Em primeiro lugar, olharia para toda a caverna, veria os outros seres humanos, o muro, as estatuetas e a fogueira. Embora dorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e deparando-se com o caminho ascendente, nele se encorajaria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego e inteiramente ofuscado, pois a fogueira na verdade é a luz do sol.
Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuas, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão pálidas sombras de imagens projetadas no fundo da caverna e somente agora contempla a própria realidade.
Livre e conhecedor do mundo, quer regressar à caverna, fica desnorteado com a escuridão e conta aos outros o que viu e tenta libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno?
Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam nas suas palavras e se não conseguissem silênciá-lo com palavras, tentariam fazê-lo espancando-o e se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.
SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.
GLAUCO - Imagino tudo isso.
SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.
GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!
SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
GLAUCO - Claro que sim.
SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
GLAUCO - Necessariamente.
SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.
SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?
GLAUCO - A princípio nada veria.
SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida.
SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida.
SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente.
SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
GLAUCO - Por certo que o fariam.
SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguido um muro, como se fosse em parte uma fronteira e um palco de marionetes. Ao longo desse muro - palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição por ela ocupada, os prisioneiros vêem projectadas na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens, nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que vêem porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, se alguém libertasse os prisioneiros?
Que faria um prisioneiro libertado?
Em primeiro lugar, olharia para toda a caverna, veria os outros seres humanos, o muro, as estatuetas e a fogueira. Embora dorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e deparando-se com o caminho ascendente, nele se encorajaria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego e inteiramente ofuscado, pois a fogueira na verdade é a luz do sol.
Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuas, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão pálidas sombras de imagens projetadas no fundo da caverna e somente agora contempla a própria realidade.
Livre e conhecedor do mundo, quer regressar à caverna, fica desnorteado com a escuridão e conta aos outros o que viu e tenta libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno?
Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam nas suas palavras e se não conseguissem silênciá-lo com palavras, tentariam fazê-lo espancando-o e se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.
SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.
GLAUCO - Imagino tudo isso.
SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.
GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!
SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
GLAUCO - Claro que sim.
SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
GLAUCO - Necessariamente.
SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.
SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?
GLAUCO - A princípio nada veria.
SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida.
SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida.
SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente.
SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
GLAUCO - Por certo que o fariam.
SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.
28.2.10
26.2.10
Both Sides Now
Rows and flows of angel hair
And ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere
I've looked at clouds that way
But now they only block the sun
They rain and they snow on everyone
So many things I would have done
But clouds got in my way
I've looked at clouds from both sides now
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions I recall
I really don't know clouds at all
Moons and Junes and Ferris wheels
The dizzy dancing way that you feel
As every fairy tale comes real
I've looked at love that way
But now it's just another show
And you leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know
Don't give yourself away
I've looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It's love's illusions I recall
I really don't know love
Really don't know love at all
Tears and fears and feeling proud
To say "I love you" right out loud
Dreams and schemes and circus crowds
I've looked at life that way
Oh but now old friends they're acting strange
And they shake their heads
And they tell me that I've changed
Well something's lost but something's gained
In living every day
I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all
It's life's illusions I recall
I really don't know life
I really don't know life at all
Joni Mitchell
download mp3
And ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere
I've looked at clouds that way
But now they only block the sun
They rain and they snow on everyone
So many things I would have done
But clouds got in my way
I've looked at clouds from both sides now
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions I recall
I really don't know clouds at all
Moons and Junes and Ferris wheels
The dizzy dancing way that you feel
As every fairy tale comes real
I've looked at love that way
But now it's just another show
And you leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know
Don't give yourself away
I've looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It's love's illusions I recall
I really don't know love
Really don't know love at all
Tears and fears and feeling proud
To say "I love you" right out loud
Dreams and schemes and circus crowds
I've looked at life that way
Oh but now old friends they're acting strange
And they shake their heads
And they tell me that I've changed
Well something's lost but something's gained
In living every day
I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all
It's life's illusions I recall
I really don't know life
I really don't know life at all
Joni Mitchell
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A Tribute to Joni Mitchell
01. Free man in Paris - Sufjan Stevens02. The boho dance - Bjork
03. Dreamland - Caetano Veloso
04. Don't interrupt the sorrow - Brad Mehldau
05. For the roses - Cassandra Wilson
06. A Case of you - Prince
07. Blue - Sarah McLachlan
08. Ladies of the Canyon - Annie Lennox
09. Magdalena Laundries - Emmylou Harris
10. Edith and the kingpin - Elvis Costello
11. Help me - k.d. lang
12. River - James Taylor
:: A Tribute to Joni Mitchell ::
Joni Mitchell
:: Song to a Seagull :: 1968:: Clouds :: 1969
:: Ladies of the Canyon :: 1970
:: Blue :: 1971
:: For The Roses :: 1972
:: Court & Spark :: 1974
:: Miles Of Aisles :: 1974
:: The Hissing Of Summer Lawns :: 1975
:: Hejira :: 1976
:: Mingus :: 1979
:: Shadows and Light :: 1980
:: Wild Things Run Fast :: 1982
:: Dog Eat Dog :: 1995
:: Chalk Mark in a Rain Storm :: 1988
:: Night Ride Home :: 1994
:: Turbulent Indigo :: 1994
:: Hits :: 1996
:: Don Juan's Reckless Daughter :: 1997
:: Taming The Tiger :: 1998
:: Both Sides Now :: 2000
:: Travelogue :: 2002
:: Shine :: 2007
senha/password: lagrimapsicodelica
Polyhedron Origami
Miyuki KawamuraPolyhedron Origami for Beginners (Origami Classroom)
Japan Publications Trading (2002-09-06) | ISBN: 4889960856
99 Pages | 12.6 MB | PDF
Password: prip3cenakl0basa
25.2.10
Mississippi Records



.: Various Artists - Mata La Pena :.
.: Bishop Perry Tillis - In Times Like These :.
.: Skip James 1931 :.
.: Fred McDowell :.
October 2009 Reissue of the Arhoolie LP originally titled Fred McDowell, Vol. 2.
.: Various Artists - Afraid Of The Dark :.
”Garage” Rock N’ Roll 1965-1981
.: Bishop Perry Tillis - In Times Like These :.
.: Skip James 1931 :.
.: Fred McDowell :.
October 2009 Reissue of the Arhoolie LP originally titled Fred McDowell, Vol. 2.
.: Various Artists - Afraid Of The Dark :.
”Garage” Rock N’ Roll 1965-1981
24.2.10
23.2.10
Alice
01 Announcement (Walter Schätzlein) 00:3002 S. João / Quinta das Torrinhas (trad. / Peixoto) 10:23
03 Dr. Beat (Aki Takase) 05:20
04 Mae-Dou-Iho Nao (Maria João) 04:46
05 Yoridori Midori (Andreas Schmidt/Aki Takase) 06:10
06 Old Folks (Dedate Lee Hill) 09:26
07 Presto V. H. (Aki Takase) 07:32
08 Primaccini (Aki Takase/Maria João) 08:12
09 Alice (Aki Takase/Maria João) 08:40
10 What a Wonderful World (George Douglas/George Weiss) 04:19
Recorded live at The Jazz East-West Festival,Tafelhalle, Nuremberg, on October 28, 1990
Aki Takase piano
Niels-Henning Ørsted Pedersen bass
Maria João vocals
ENJA 1992
21.2.10
Anouar Brahem
:: Astrakan Café : 2000 : Part 1 .:. Part 2
:: Charmediteranéen : 2001 : Part 1 .:. Part 2
:: Le Pas Du Chat Noir : 2002 : Part 1 .:. Part 2
:: Vague : 2003 : Part 1 .:. Part 2
:: Le Voyage de Sahar : 2006
:: The Astounding Eyes Of Rita : 2009
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:: Charmediteranéen : 2001 : Part 1 .:. Part 2
:: Le Pas Du Chat Noir : 2002 : Part 1 .:. Part 2
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:: Le Voyage de Sahar : 2006
:: The Astounding Eyes Of Rita : 2009
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