Sesimbra 1973 por Orlando Batista
25.5.14
Meditação na Pastelaria
Ruth Orkin, american girl in italy 1951
"Mas uma senhora é uma senhora. / Só vê a malícia quem a tem. / Uma senhora passa / e ladrar é o seu dever ― se tanto for preciso!"
Alexandre O'Neill, Meditação na Pastelaria
10.5.14
20.4.14
em Abril
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
CRAVOS
CRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOSESCRAVOSESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
CRAVOS
CRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOS
ESCRAVOSESCRAVOSESCRAVOS
29.3.14
Os 3 Reis Magos
Fulano, Beltrano, Sicrano
Lembro-me do meu pai falar deles amiude, Fulano isto, Sicrano aquilo e Beltrano também... costumava falar deles p'ro bem e p'ro mal, quando assim lhe convinha, enfim!... nunca soube bem porquê, soube-o à dias no instante em que me perguntavam o nome dos três reis magos e respondi Fulano, Sicrano e Beltrano e ficaram todos atónitos a olhar para mim... — É a sério ou estás a inventar?
— A sério, Fulano, Sicrano e Beltrano... — soube-o nesse quimérico instante e em silêncio e com um secreto sorriso fui dando conta de muitas outras memórias...
Era costume encontrá-los ao fim do dia a fumar e a beber copos na taberna do meu pai. Na altura eu era muito miúdo para saber verdadeiramente alguma coisa de reis... já lá vão muitos anos
Imagem: Marcel Marceau
19.3.14
Rainer Maria Rilke (1875-1926)
Rainer Maria Rilke, Sommer 1913. Foto: pa/akg
Rainer Maria Rilke, Villa Strohl-Fern, Roma, 1904.
o homem que casou com uma sereia
Creio que devia começar a trabalhar, agora que aprendo a ver. Tenho vinte e oito anos, e até aqui aconteceu tanto como nada. Vamos repetir: escrevi um estudo sobre Carpaccio, que é mau; um drama chamado «Matrimónio» que quer provar, por meios equívocos, qualquer coisa falsa; e versos. Ah, mas que significam os versos, quando os escrevemos cedo! Devia-se esperar e acumular sentido e doçura durante toda a vida e se possível durante uma longa vida, e então, só no fim, talvez se pudessem escrever dez versos que fossem bons. Porque os versos não são, como as gentes pensam, sentimentos (esses têm-se cedo bastante), — são experiências. Por amor de um verso têm que se ver muitas cidades, homens e coisas, têm que se conhecer os animais, tem que se sentir como as aves voam e que se saber o gesto com que as flores se abrem pela manhã. É preciso poder tornar a pensar em caminhos em regiões desconhecidas, em encontros inesperados e despedidas que se viram vir de longe, — em dias de infância ainda não esclarecidos, nos pais que tivemos que magoar quando nos traziam uma alegria e nós não a compreendemos (era uma alegria para outro), em doenças de infância que começam de maneira tão estranha com tantas transformações profundas e graves, em dias passados em quartos calmos e recolhidos e em manhãs à beira-mar, no próprio mar, em mares, em noites de viagem que passaram sussurrando alto e voaram com todos os astros, — e ainda não é bastante poder pensar em tudo isto. É preciso ter recordações de muitas noites de amor, das quais nenhuma foi igual à outra, de gritos de mulheres no parto e de parturientes leves, brancas e adormecidas que se fecham. Mas também é preciso ter estado ao pé de moribundos, ter ficado sentado ao pé de mortos no quarto com a janela aberta e os ruídos que vinham por acessos. E também não é ainda bastante ter recordações. É preciso saber esquecê-las quando são muitas, e é preciso ter a grande paciência de esperar que elas regressem. Pois que as recordações mesmas ainda não são o que é preciso. Só quando elas se fazem sangue em nós, olhar e gesto, quando já não têm nome e já se não distinguem de nós mesmos, só então é que pode acontecer que, numa hora muito rara, do meio delas se erga a primeira palavra de um verso e saia delas.
Rainer Maria Rilke - Die Aufzeichnungen des Malte Laurids Brigge
Os cadernos de Malte Laurids Brigge - 3ª ed. O Oiro do dia, 1983, trad. Paulo Quintela
18.3.14
Je est an autre
" quanto mais nos elevamos,
menores nos parecemos aos
olhos daqueles que não sabem voar".
nietzsche
menores nos parecemos aos
olhos daqueles que não sabem voar".
nietzsche
" desde a revolução industrial, os homens deixaram de lado a busca pelos objetivos mais dignos como seres humanos, e se inclinaram a obter bens materiais. a perda da dignidade provoca a degeneração espiritual, isto é, a morte do espírito humano. uma sociedade que perde suas aspirações humanísticas se tornará fria, insensível, atormentada pelo dogmatismo e pela ignorância."
daisaku ikeda
daisaku ikeda
5.3.14
‘tás-m’ a comprender?
"Lingerie model standing in office, smoking while modeling undergarments."
Chicago, 1949. ~ photo by Stanley Kubrick - Look Magazine
'stás a comprender?
30.11.13
Cuando escuché al docto astrónomo
Steve Jurvetson. La Vía Láctea.
Cuando escuché al docto astrónomo,
cuando me presentaron en columnas
las pruebas y guarismos,
cuando me mostraron las tablas y diagramas
para medir, sumar y dividir,
cuando escuché al astrónomo discurrir
con gran aplauso de la sala,
qué pronto me sentí inexplicablemente
hastiado,
hasta que me escabullí de mi asiento y
me fui a caminar solo,
en el húmedo y místico aire nocturno,
mirando de rato en rato,
en silencio perfecto a las estrellas.
cuando me presentaron en columnas
las pruebas y guarismos,
cuando me mostraron las tablas y diagramas
para medir, sumar y dividir,
cuando escuché al astrónomo discurrir
con gran aplauso de la sala,
qué pronto me sentí inexplicablemente
hastiado,
hasta que me escabullí de mi asiento y
me fui a caminar solo,
en el húmedo y místico aire nocturno,
mirando de rato en rato,
en silencio perfecto a las estrellas.
Cuando escuché al docto astrónomo
Walt Whitman
Versión de Leandro Wolfson
glass cube galaxy
Using three-dimensional data from Japan’s National Astronomical Observatory, 80,000 stars in the Milky Way is laser-etched in a glass cube. The earth is placed in the located directly in the center.
Lembra-me uma passagem de Auguries of Innocence de William Blake:
“To
see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold
infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour.”
Reminds me of a passage from Auguries of Innocence by William Blake
.
22.9.13
Try to remember some details
(born Ludwig Pfueffer, May 3, 1924 – September 22, 2000)
Try to remember some details. Remember the clothing
of the one you love
so that on the day of disaster you'll be able to say: last seen
wearing such-and-such, brown jacket, white hat.
Try to remember some details. For they have no face
and their soul is hidden and their crying
is the same as their laughter,
and their silence and their shouting rise to one height
and their body temperature is between 98 and 104 degrees
and they have no life outside this narrow space
and they have no graven image, no likeness, no memory
and they have paper cups on the day of their rejoicing
and disposable paper plates.
Try to remember some details. For the world
is filled with people who were torn from their sleep
with no one to mend the tear,
and unlike wild beasts they live
each in his lonely hiding place and they die
together on battlefields
and in hospitals.
And the earth will swallow all of them,
good and evil together, like the followers of Korah,
all of them in their rebellion against death,
their mouths open till the last moment,
and blessing and cursing in a single
howl. Try, try
to remember some details.
~
Yehuda Amichai, The Art of Poetry No. 44, Interviewed by Lawrence Joseph (The Paris Review)
o deserto
Lehner & Landrock, 1924
Dios creó una tierra llena de agua para que los hombres pudiesen vivir y una tierra sin agua para que los hombres tengan sed, y un desierto; una tierra con agua y sin ella, para que los hombres encuentren su alma...
Proverbio tuareg ~ Traducción de Plácido de Prada
18.9.13
Elogio da Ginja
Ginginha sem Rival e também anis, amêndoa amarga, salsaparilha, capilé e o famoso "Eduardino", em memória de um palhaço do coliseu. Fica nas Portas de Santo Antão nº. 7.
Elogio da Ginja
"- Com elas ou sem elas!"
9.9.13
...las Ítacas
Konstantino P. Kavafis, 1900 Alejandría. Fuente: Wikipedia
Constantino Petrou Cavafis (Κωνσταντίνος Πέτρου Καβάφης.)
Alejandría, Egipto; 29 de abril de 1863 – 29 de abril de 1933
Constantino Petrou Cavafis (Κωνσταντίνος Πέτρου Καβάφης.)
Alejandría, Egipto; 29 de abril de 1863 – 29 de abril de 1933
Ιθάκη
Σα βγείς στον πηγαιμό για την Ιθάκη,
να εύχεσαι νάναι μακρύς ο δρόμος,
γεμάτος περιπέτειες, γεμάτος γνώσεις.
Τους Λαιστρυγόνας και τους Κύκλωπας,
τον θυμωμένο Ποσειδώνα μη φοβάσαι,
τέτοια στον δρόμο σου ποτέ σου δεν θα βρείς,
αν μέν' η σκέψις σου υψηλή, αν εκλεκτή
συγκίνησις το πνεύμα και το σώμα σου αγγίζει.
Τους Λαιστρυγόνας και τους Κύκλωπας,
τον άγριο Ποσειδώνα δεν θα συναντήσεις,
αν δεν τους κουβανείς μες στην ψυχή σου,
αν η ψυχή σου δεν τους στήνει εμπρός σου.
Να εύχεσαι νάναι μακρύς ο δρόμος.
Πολλά τα καλοκαιρινά πρωϊά να είναι
που με τι ευχαρίστησι, με τι χαρά
θα μπαίνεις σε λιμένας πρωτοειδωμένους·
να σταματήσεις σ' εμπορεία Φοινικικά,
και τες καλές πραγμάτειες ν' αποκτήσεις,
σεντέφια και κοράλλια, κεχριμπάρια κ' έβενους,
και ηδονικά μυρωδικά κάθε λογής,
όσο μπορείς πιο άφθονα ηδονικά μυρωδικά·
σε πόλεις Αιγυπτιακές πολλές να πας,
να μάθεις και να μάθεις απ' τους σπουδασμένους.
Πάντα στον νου σου νάχεις την Ιθάκη.
Το φθάσιμον εκεί είν' ο προορισμός σου.
Αλλά μη βιάζεις το ταξίδι διόλου.
Καλλίτερα χρόνια πολλά να διαρκέσει·
και γέρος πια ν' αράξεις στο νησί,
πλούσιος με όσα κέρδισες στον δρόμο,
μη προσδοκώντας πλούτη να σε δώσει η Ιθάκη.
Η Ιθάκη σ' έδωσε το ωραίο ταξίδι.
Χωρίς αυτήν δεν θάβγαινες στον δρόμο.
Αλλο δεν έχει να σε δώσει πια.
Κι αν πτωχική την βρεις, η Ιθάκη δεν σε γέλασε.
Ετσι σοφός που έγινες, με τόση πείρα,
ήδη θα το κατάλαβες η Ιθάκες τι σημαίνουν.
ÍTACA
Si vas a emprender el viaje a Ítaca,
pide que tu camino sea largo,
rico en experiencias, en conocimiento.
A Lestrigones y a Cíclopes,
al airado Poseidón nunca temas,
no hallarás tales seres en tu ruta
si alto es tu pensamiento y limpia
la emoción de tu espíritu y tu cuerpo.
A Lestrigones y a Cíclopes,
ni al fiero Poseidón hallarás nunca,
si no los llevas dentro de tu alma,
si no es tu alma quien ante ti los pone.
Pide que tu camino sea largo.
Que numerosas sean las mañanas de verano
en que con placer, felizmente
arribes a bahías nunca vistas,
detente en los emporios de Fenicia
y adquiere hermosas mercancías,
medreperla y coral, y ámbar y ébano,
perfumes deliciosos y diversos,
cuanto puedas invierte en voluptuosos y delicados perfumes;
visita muchas ciudades de Egipto
y con avidez aprende de sus sabios.
Ten siempre a Ítaca en la memoria.
Llegar ahí es tu meta.
Mas no apresures el viaje.
Mejor que se extienda largos años;
y en tu vejez arribes a la isla
con cuanto hayas ganado en el camino,
sin esperar que Ítaca te enriquezca.
Ítaca te regaló un hermoso viaje.
Sin ella el camino no hubieras emprendido.
Mas ninguna otra cosa puede darte.
Aunque pobre la encuentres, no te engañará Ítaca.
Rico en saber y en vida, como has vuelto,
comprendes ya qué significan las Ítacas.
Poemas Canónicos(1895-1915)
(Traducción de José María Álvarez)
Constantino P. Kavafis
(Traducción de José María Álvarez)
Constantino P. Kavafis
31.8.13
30.8.13
Ojime
Ojime . ca. 1920. Ivory.
2 cm. ( 0.75")
2 cm. ( 0.75")
Japanese netsuke are little carvings, mostly made out of ivory or wood, as handling pieces, or toggles.
A netsuke will always have a couple of linked holes, or a deliberate gap often between a tail or leg, for a cord to be attached so that they could be used as a toggle. They were then most often attached to an inro.
An inro is a decorated lacquer container, consisting of a number of interlocking compartments, usually there are between 2 to 6 compartments, all held together on a cord.
An ojime, this is a decorative bead, is then threaded onto the cord so that once pushed down towards the inro, it keeps all the compartments closed. Ojime can be carved metal, ivory or stone beads. These inro were then used for carrying such small personal items as seals and pills and became fashionable with the Kimono.
The kimono had no pockets so the inro, held closed by the ojime, would be worn hanging from the sash; the netsuke was then, pushed up under the sash, thus trapping and holding the inro in place. (Edited text from John Neville Cohen website )
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