13.8.13
do silêncio dos livros
Um dos primeiros ... livros do mundo.
É chamado "Cilindro de Ciro" e contém um conjunto de leis e indicações para o bom governo do povo.
Foi mandado fazer pelo rei persa, Ciro, o Grande, após a conquista da Babilónia em 539a.C.
Mede cerca de 24,5 cm de comprimento está gravado em argila numa escrita cuneiforme acádio.
Em 1971, a ONU publicou o texto completo em todas as línguas dos países membros como a primeira declaração de direitos humanos da história.
[British Museum, Londres]
11.8.13
A uma bicicleta desenhada na cela
Stanko Abadzic / Bicycle art on wall, 2008
A uma bicicleta desenhada na cela
Nesta parede que me veste
da cabeça aos pés, inteira,
bem hajas, companheira,
as viagens que me deste.
Aqui,
onde o dia é mal nascido,
jamais me cansou
o rumo que deixou
o lápis proibido…
Bem haja a mão que te criou!
Olhos montados no teu selim
pedalei, atravessei
e viajei
para além de mim.
Luís Veiga Leitão
9.8.13
la mar
El viejo y el mar 1982 by Edouard Boubat
Sempre pensava no mar como la mar, que é o que o povo lhe chama em espanhol, quando o ama. Às vezes, aqueles que gostam do mar dizem mal dele, mas sempre o dizem como se ele fosse mulher. Alguns dos pescadores mais novos, os que usam bóias por flutuadores e têm barcos a motor, comprados quando os fígados de tubarão davam muito dinheiro, dizem el mar, que é masculino. Falavam dele como de um antagonista, um lugar, até um inimigo. Mas o velho sempre pensava no mar como feminino, como algo que entrega ou recusa favores supremos, e se tresvariava ou fazia maldades era porque não podia deixar de as fazer. A lua influi no mar como as mulheres, pensava ele.
Ernest Hemingway - The old man and the sea - O Velho e o mar, trad. Jorge de Sena, ed. Livros do Brasil, 1956.
Los amantes de Valardo
Fornicar - pensava Beno -, fornica-se com quem quer que seja ou quem seduzimos e desejamos. Mas dormir, dormir é muito mais complicado, leva tempo até se perder o medo de se entregar o corpo, assim... ao outro.
E a lassidão dos corpos abandonados aos segredos do sono um do outro... é bela!
Al Berto in Lunário
imagem: Los amantes de Valardo o el abrazo de 6000 años
8.8.13
Gogo No-Eiko
Digo-te uma coisa, no entanto: por mais tempo que se passe no alto mar, nunca conseguimos habituar-nos às tempestades. Quero dizer que de todas as vezes que se está no meio duma, pensamos que chegou a nossa vez. E olha que no dia anterior a esta, o pôr-do-sol parecia mesmo um incêndio, o vermelho do céu estava tingido de negro e a água do mar tinha ficado calma de repente, como um lago. Eu tinha a sensação de que ia passar-se qualquer coisa.
Yukio Mishima ~ O marinheiro que perdeu as graças do mar, Assírio&Alvim 1985
The sailor who fell from grace with the sea
photo: Pedro Luis Raota
O Velho e o Mar
A vida de um Poeta, seja qual, é sempre maior que a sua poesia, qual a maior. Rimbaud ou Rilke. Porquanto nele as palavras, todas as palavras intactas se quebram. …No fundo o poema, qualquer poema, é um canto de derrota: silêncio e voz de fracturas.
Luís Veiga Leitão
(1943-1983)
photo: Arseniy Semyonov
1.8.13
!!!!!!
Walter Benjamin's library card, Bibliothèque Nationale, Paris, 1940
“There are perhaps paths that lead us again and again to people who have one and the same function for us: passageways that always, in the most diverse periods of life, guide us to the friend, the betrayer, the beloved, the pupil or the master."Walter Benjamin
o homem invisível
Aquele homem era invisível, mas ninguém se apercebeu disso.
Aquel hombre era invisible, pero nadie se percató de ello.
Por Gabriel Jiménez Emán
imagem: ca. 1870, “Top Hat”, Eli W. Buel ~ via the George Eastman House Collection, Carte de Visite and Cabinet Cards on Flickr
31.7.13
no answers, just stories...
I am almost a hundred years old; waiting for the end, and thinking about the beginning.
There are things I need to tell you, but would you listen if I told you how quickly time passes?
I know you are unable to imagine this.
Nevertheless, I can tell you that you will awake someday to find that your life has rushed by at a speed at once impossible and cruel. The most intense moments will seem to have occurred only yesterday and nothing will have erased the pain and pleasure, the impossible intensity of love and its dog-leaping happiness, the bleak blackness of passions unrequited, or unexpressed, or unresolved.
You get old and you realize there are no answers, just stories...
Photography: Ania Powalowska
www.fotografka.eu/
29.7.13
ideias... pedras... e amor
[Kerry Landman Memorial, Island Lake Conservation Area, Mono, Ontario. The main wall is Limestone with local rounded granite fieldstones that were found on site to represent the leaves. A lot of them had green moss on them that added to the effect of the stones looking like foliage.]
o resto está aqui contado
Source - stoneartblog.blogspot.com
18.7.13
Jorge Luis Borges, el proceso creador
“El propósito que lo guiaba no era imposible, aunque sí sobrenatural. Quería soñar un hombre: quería soñarlo con integridad minuciosa e imponerlo a la realidad. Ese proyecto mágico había agotado el espacio entero de su alma; si alguien le hubiera preguntado su propio nombre o cualquier rasgo de su vida anterior, no habría acertado a responder.”
(…) “Cada noche, lo percibía con mayor evidencia. No lo tocaba: se limitaba a atestiguarlo, a observarlo, tal vez a corregirlo con la mirada. Lo percibía, lo vivía, desde muchas distancias y muchos ángulos.”
Fragmentos de Ruinas Circulares del escritor Jorge Luis Borges
photo: Richard Avedon, Buenos Aires, 1975
2 desenhos
Jorge Luís Borges também desenhava
reprodução de duas páginas dos cadernos do escritor.
por: Granta Portugal
por: Granta Portugal
16.7.13
8.7.13
30.6.13
cambios...
Aprender es la única manera de cambiar las cosas.
"Porque los ignorantes no construyen el mundo, lo reciben hecho"
Eduardo Galeano. Memoria del fuego.
25.3.13
o tabaco da vida
Mario Quintana
Tennessee Williams
Mark Twain
John Steinbeck
Albert Camus
W. H. Auden
Andre Malraux
Albert Camus
Gilles Deleuze
Antoine Saint-Exupéry
20.3.13
16.3.13
morning coffee!!!!
You must unlearn what you have been ‘programmed’ to believe from birth.
That software no longer serves you if you want to live in a universe where all things are possible.
Jacqueline E. Purcell
escravos e assalariados...
We can only be kept in the cages we do not see.
A brief history of human enslavement - up to and including your own.
A brief history of human enslavement - up to and including your own.
We dance around the violence of our dying system because we fear the attacks of our fellow livestock.
But we can only be kept in the cages we refuse to see.
Wake up...
To see the farm is to leave it.
But we can only be kept in the cages we refuse to see.
Wake up...
To see the farm is to leave it.
os contos de fada...
Migrant worker looking up at billboard, Dubuque, Iowa, April 1940
photo by John Vachon
-:|:-
9.3.13
Ordinary people. The courage to say no.
El hombre que negó el saludo nazi
Se llamaba August Landmesser y en 1936, en pleno auge del nazismo, este hombre decidió negar el saludo nazi. ¿Por qué? Detrás hay una conmovedora historia que hoy vuelve a la retina gracias a que el blog Senrimonchi (creado para facilitar las tareas de socorro tras el terremoto de Japón en marzo de 2011) ha recuperado la imagen de Landmesser y ha dado la vuelta al mundo.
Durante la botadura de un buque de la marina alemana, una multitud de personas se congregó en Hamburgo. Mientras todos levantaban su brazo para hacer el saludo nazi, uno de ellos se quedó con sus brazos cruzados.
Sin embargo, no fue hasta el año 1991 cuando una de sus hijas identificó a este hombre como August Landmesser, un trabajador del astillero de Hamburgo.
Landmesser tenía detrás una conmovedora y desgarradora historia para no realizar el saludo. Aunque fue del Partido Nazi desde 1931 y hasta 1935, fue expulsado por haberse casado con una mujer judía, Irma Eckler.
Con ella tuvo dos hijas y fue por ello por lo que le metieron en la cárcel por “deshonrar a la raza”. De Irma, se cree que fue detenida por la Gestapo y metida en la prisión de Hamburgo y sus hijas (Ingrid e Irene) separadas.
A Ingrid se le permitió vivir con su abuela materna, mientras que Irene fue llevada a un orfanato y más tarde adoptada por una familia.
Una vez que Landmesser salió de prisión en 1941 fue enviado a la guerra, aunque pronto se le declaró como desaparecido en combate y se le dio por muerto, tal y como publica ‘The Washington Post’.
En 1996 una de sus hijas, Irene, escribió la historia de su familia con el fin de contar al mundo la desgarradora historia de su padre y su madre y de cómo fueron separados por el régimen nazi. La suerte ha querido que gracias a Internet su historia se haya recuperado de nuevo hoy.
Fonte: Elmundo.es
8.3.13
Toen ik de taal van de engel sprak
Não fale, não conte detalhes,
não satisfaça a curiosidade alheia.
A imaginação dos outros
já é difamatória que chegue.
Martha Medeiros
...de engel sprak
Carta que Rilke escreveu a 14 de Maio de 1904
“As raparigas e as mulheres, na sua evolução, só temporariamente imitarão as modas masculinas, só temporariamente exercerão as profissões dos homens. Logo que acabem estes períodos incertos de transição, ver-se-á que as mulheres se prestaram a estas mascaradas, muitas vezes ridículas, apenas para extirpar da sua natureza as influências deformantes do outro sexo. A mulher, que uma vida mais espontânea, mais fecunda, mais confiante habita, está sem dúvida mais perto do humano do que o homem – o macho pretensioso e impaciente que ignora o valor do que julga amar por não estar preso às profundidades da vida, como a mulher, pelo fruto das suas entranhas. Esta humanidade, que na dor e na humilhação amadurece a mulher, virá à superfície quando esta quebrar as cadeias da sua condição social. Um dia (sinais certos o atestam já nos países nórdicos), a rapariga existirá, a mulher existirá. E estas palavras: “rapariga”, “mulher”, não significarão somente o contrário de “homem”, mas qualquer coisa de pessoal, valendo por si mesma; não apenas um complemento, mas uma forma completa de vida: a mulher na sua verdadeira humanidade.”
Rainer Maria Rilke “ Cartas a um jovem poeta”, Ed. Contexto, Lisboa , 1994, p-73
1.3.13
Serguéi Mijáilovich Prokudin-Gorskii
Muita gente atribui ao russo Serguéi Mijáilovich Prokudin-Gorskii a
invenção da fotografia colorida, mas sabemos que muitos estudos
existiram durante o século XIX com o intuito de fixar imagens coloridas.
Pelo que me lembro a primeira foto colorida foi feita em 1861.
Prokudin-Gorskii trabalhou, no início do século passado, com o princípio
de três emulsões preto e branco filtradas com vermelho, verde e azul.
Suas patentes foram muito importantes no desenvolvimento do nosso
conhecido RGB. Foram quase cem anos de pesquisas até o lançamento do
primeiro filme moderno comercial colorido, o Kodachrome, em 1935.
Mas, voltando à Rússia, entre 1909 e 1915 Prokudin-Gorskii fez - a pedido do Czar Nicolau II - um impressionante registo da grandeza do império. As suas imagens não chamam atenção somente pelo facto de serem coloridas, afinal, um grande fotógrafo faz boas imagens em qualquer meio. Na última foto temos um auto-retrato de Serguéi.
Mas, voltando à Rússia, entre 1909 e 1915 Prokudin-Gorskii fez - a pedido do Czar Nicolau II - um impressionante registo da grandeza do império. As suas imagens não chamam atenção somente pelo facto de serem coloridas, afinal, um grande fotógrafo faz boas imagens em qualquer meio. Na última foto temos um auto-retrato de Serguéi.
Post de Octalux
mas há mais: Serguéi Mijáilovich Prokudin-Gorskii
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