19.1.13

Alice in Acidland

Alice Through the Looking Glass 
LSD Blotter 
[brown]

Mateus Rosé - The Ultimate Experience

James Marshall Hendrix 
born Johnny Allen Hendrix; November 27, 1942 – September 18, 1970

September 17, 1970 - London

Monika Dannemann claimed to have prepared a meal for them at her apartment in the Samarkand Hotel, 22 Lansdowne Crescent, Notting Hill, sometime around 11 p.m., when they shared a bottle of wine. The Death of Jimi Hendrix

Ainda segundo ela, por volta das 4 da manhã, sentiu-se mal e pediu-lhe uns comprimidos para ver se conseguia dormir, conversaram até às 7 e enquanto escrevia uma canção sobre ambos "The Story of Life" enfardou a caixa dos comprimidos e disse-lhe no fim "I want you to keep this forever, I don't want you to forget anything that is written. It's a story about you and me"

The story of Jesus
so easy to explain
After they crucified him,
a woman, she claimed his name
We as men
can't explain the reason why
the woman's always mentioned
at the moment that we die
The story of life
is quicker than the wink of an eye
The story of love
is hello and goodbye
Until we meet again


Angel 
- The Ultimate Experience -

morreu nessa manhã, asfixiado no próprio vomito...

18.1.13

15.1.13



"Curva-te apenas para amar."
René Char


HuesForAlice

meditação na pastelaria



Gente Singular*

Juro que não ia falar de tabaco. Nem sequer para prestar solidariedade ao presidente da ASAE, apanhado a fumar no Casino do Estoril depois da entrada em vigor da lei que proíbe o fumo, a qual será fiscalizada pelo próprio organismo a que preside António Nunes. Sobre o acontecido, e já que voltei ao tema, só quero dizer o seguinte: antes aldrabão que fascista! (A propósito de casino, recordo que nem os norte-americanos, pioneiros da luta antitabágica, se lembraram de proibir o fumo aqui).
Como resistir, porém, a esta matéria pícara vinda directamente do Sul? (Relembro que o Sul é aquela direcção que Pedro Bidarra nunca saberia apontar por muito xerém que comesse).
Transcrevo: Um auto «foi levantado no Algarve, terça-feira, pouco antes de almoço, quando o proprietário de um café da Fuzeta, concelho de Olhão, chamou a GNR para autuar um cliente que se recusava a apagar o cigarro. Chegada a patrulha, o prevaricador e seus cigarros já tinham partido e o dono do café não conseguiu identificá-lo para posterior autuação. Contudo, os militares da GNR acabaram por multar o dono do estabelecimento, porque não tinha colado os obrigatórios dísticos de proibição de fumar. "Se ainda estivesse no café, o próprio fumador poderia sempre ter alegado que não sabia se era proibido ou não fumar, porque nada o indicava naquela casa", enfatizou à Lusa uma fonte da GNR».
Pela parte que me toca, fico feliz: multou-se o bufo, ilibou-se o fumador. Este saiu à francesa, àquele saiu-lhe a coima e como prémio de consolação uma praga da Fuseta. Por exemplo: «Deus permita que venhas a morrer afogado numa pia de água benta!»

* Título roubado a um conto de Manuel Teixeira Gomes, escritor algarvio e Presidente da República entre 1923 e 1925, tendo resignado ao cargo.


O Manuel da Fonseca bem avisara: «Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal»

gamaado no blog: MEDITAÇÃO NA PASTELARIA - Gente Singular

14.1.13

o tabaco da vida



Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
....


Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada,
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

...

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.

O que for, quando for, é que será o que é.
...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.

Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

Alberto Caeiro
Fernando Pessoa, Obra Poética e em Prosa, ed. António Quadros. Porto, Lello & Irmão, 1986.

A noite e o riso


A certa altura no livro de Nuno Bragança, uma personagem feminina e misteriosa chamada Zana diz:
"Descobri que a única coisa que me interessa a fundo é escrever, o resto é vivido por causa disso. Ou seja, tudo o que me interessa a fundo é viver, o resto vai ser escrito por causa disso."

a viagem do elefante


Jill Freedman

            "Até nas flores se nota
              a diferença da sorte
                   umas enfeitam a vida
                   outras enfeitam a morte"


Erazê Martinho, inspirado em cantiga lusitana


21.12.12

il ritorno


Tilda Swinton, 1999
photo: Fabio Lovino

Regresso

ainda que o mundo acabe... ou que a pátria nos foda a todos

ainda que o mundo renacha... o verdadeiro animal de pêlo

recomecêmos, regresso

…bebo, fumo, falo…
como quem respira (dizem-me) e eu rio-me, caganda cena...
não tenho opiniões, nem nunca procurei formular juizos
e desde o inicio que procuro alguma coerência
a invisibilidade também se treina...
não gosto de herois
e a moralidade chateia-me, o senso comum e o catano….

Regresso
com o dia a dia
o que quer que seja,
com todas as afinidades (electivas) que me aparecem
ainda que às arrecuas...
...aqui estou ...vamos lá ver se consigo ser diario...

recomecemos, regresso, e agradeço a todos:
amigos, companheiros, palhaços... de vitórias, lutas e batalhas...
pelos amigáveis emails e pelos afectuosos comentários


que não nos falte nunca a poesia ou o poema


Abreijos
bjs e abçs e bem hajam
ou obrigados como hoje se diz


16.12.12

...







Não o Sonho
       
        Talvez sejas a breve
        recordação de um sonho
        de que alguém (talvez tu) acordou
        (não o sonho, mas a recordação dele),
        um sonho parado de que restam
        apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
        Também eu não me lembro,
        também eu estou preso nos meus sentidos
        sem poder sair. Se pudesses ouvir,
        aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
        animais acossados e perdidos
        tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
        desamarraram-me de mim e agora
        só me lembro pelo lado de fora.
       
        Manuel António Pina, "Atropelamento e Fuga"




12.12.12



Where is the future we tried to build?

     Why don’t I feel at home here?


Follow by email