20.6.12

em memória [tão curta a vida, tão longa a arte de...]



Paula
1972 - 2012


                  Aquele que ama e crê
                      Não chora num sepulcro,
Do amor os doces bens
               Ninguém rouba nenhum.
   A noite que enebria
             Abranda-lhe a saudade — 
Do céu os melhores filhos
                    O coração lhe guardam.

                                Novalis

Foto: Toni Frissell - A model floating in the water at Weeki Wachee Spring, Florida 1947.

virgens e lindas [postais dos anos 20]






virgin-beauties [1920's postcard's]


17.6.12

Horto dos Incêndios


Homens cegos procuram a visão do amor
onde os dias ergueram esta parede
intransponível

caminham vergados no zumbido dos ventos
com os braços erguidos - cantam

a linha do horizonte é uma lâmina
corta os cabelos dos meteoros - corta
as faces dos homens que espreitam para o palco
nocturno das invisíveis cidades

escorre uma linfa prateada para o coração dos cegos
e o sono atormenta-os com os seus sonhos vazios

adormecem sempre
antes que a cinza dos olhos arda
e se disperse

no fundo do muito longe ouve-se
um lamento escuro
quando a alba se levanta de novo no horto
dos incêndios

prosseguem caminho
com a voz atada por uma corda de lírios
os cegos
são o corpo de um fogo lento - uma sarça
que se acende subitamente por dentro.

Al Berto


Rain dogs


‘In 1967, Anders Petersen started to photograph the late-night regulars (prostitutes, transvestites, drunks, lovers, drug addicts) in a bar in Hamburg, Germany, named Café Lehmitz, and continued that project for three years. 88 b&w photographs in his photobook of the same name was published eight years later in 1978 by Schirmer/Mosel in Germany, and then appeared in France (1979) and Sweden (1982). Café Lehmitz has since become regarded as a seminal book in the history of European photography.

‘The people at the Café Lehmitz had a presence and a sincerity that I myself lacked. It was okay to be desperate, to be tender, to sit all alone or share the company of others. There was a great warmth and tolerance in this destitute setting.’ 

When I looked at Café Lehmitz years afterwards, I suddenly realised it was just like a typical family album. [...] It was a real lesson for me, a young, respectable boy from Sweden. A lesson in how to live.

... ... “After a while, I did not know what I was doing in Café Lehmitz and that is when I felt at home”

- Anders Petersen
- Wikipedia

Café Lehmitz [1967-1970] by Anders Petersen


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