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11.12.11

"Follow the white Rabbit"

'siga o coelho branco'

como muitos provavelmente sabem e já adivinharam, "Follow the white Rabbit" não é uma alusão a Matrix, o filme, mas sim a Alice no País das Maravilhas. enquanto as princesas das outras histórias vivem melancólicas à espera de um príncipe encantado, a Alice de Lewis Carroll, ainda que em sonho, não hesita em ir atrás daquele coelho branco e viver uma aventura.

e porque a saga de Alice se perpetua pelos dias, que tal ousar? inteligência e ousadia
não leve a vida tão a sério, mergulhe na toca do coelho ... isso sim, é uma coisa séria




Follow the White Rabbit - Yaron Herman Trio - MP3

17.11.11

For who knows where the time goes?


photo, Mexico by malyfred

what is this thing that we call time?
what is that?... were do's it go's...
a think you cannot touch and is it a live
is it the clock? the work by the clock, the life by the clock?

and one day, sometime in your life
you will have an occasion to say - what is this thing we call time?
and then you will look in to the mirror and you say — I'm old...
I have no fear of time... and you say - where is the time goes?
and you ask:
what is this thing that we call time?

Who knows where the time goes?



Across the purple sky, all the birds are leaving
But how can they know it's time for them to go?
Before the winter's fire, I will still be dreamin'
I have no thought of time

For who knows where the time goes?
Who knows where the time goes?

Sad, deserted shore, your fickle friends are leaving
Ah, but then you know it's time for them to go
But I will still be here, I have no thought of leaving
I do not count the time

For who knows where the time goes?
Who knows where the time goes?

And I am not alone while my love is near me
I know it will be so until it's time to go
So come the storms of winter and then the birds in spring again
I have no fear of time

For who knows how my love grows?
And who knows where the time goes?

Sandy Denny - © 1967 Sonet Music


Who Knows Where The Time Goes - Nina Simone - Black Gold 1970
Recorded live at the Philharmonic Hall, New York
in 1969.
download MP3


16.11.11

"livros licenciosos..."

*
N'"O Vício em Lisboa" (Antigo e Moderno), publicado pela primeira vez em 1912, o autor descreve com um alegado hiper-realismo experiente a vida das prostitutas lisboetas e seus clientes. Da degeneração das criaditas subjugadas ao vício do amor às costureirinhas ambiciosas, das hospedarias imundas aos bordéis e casas chiques, aqui se tecem as considerações morais sobre uma cidade de onde há até testemunho de cinema pornográfico com sexo ao vivo no mesmo ano de 1912. Inclui Regulamento Policial das Meretrizes e Casas Toleradas da Cidade de Lisboa, emitido pelo Governo Civil de Lisboa em 1865.

Fernando Schwalbach "O vício em Lisboa - antigo e moderno" tinta da china, 2011

O livro conta com os hilariantes desenhos de Rafael Bordalo Pinheiro (sob anonimato) e com textos de autores desconhecidos, mas sem dúvida com a mais elevada erudição e desbragado sentido de humor. Um almanaque típico do século XIX, com os habituais calendários, adágios, adivinhas, canções, enigmas, pequenos contos, textos pseudocientíficos, alguns dos quais alusivos às viagens em África ou aos progressos no campo das ciências naturais. Mas a temática, essa, é inteiramente distinta...

Rafael Bordalo Pinheiro "O Pauzinho do Matrimónio - Almanaque Perpétuo" tinta da china, 2011


Esta obra foi escrita na clandestinidade de um pseudónimo por Cândido de Figueiredo, ilustre lexicógrafo, presidente da Academia de Ciências de Lisboa e fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa. Uma divertida e muitíssimo picante novela, definitivamente proibida a menores de 18 anos. Segue-se-lhe "Proezas de Frade ou Mistérios do Confessionário", um texto em verso também publicado no final do século XIX por autor anónimo. A temática, muito comum na época, envolve um clérigo e as suas escaldantes aventuras. A linguagem, para dizer o mínimo, libertina, apanhará desprevenidos os leitores, a quem apenas o riso poderá salvar da apoplexia.

Cândido de Figueiredo "Entre Lençóis - Episódios Inocentes para Educação e Recreio de Pessoas Casadoiras" tinta da china, 2011

colecção dirigida pelo Historiador António Ventura, a partir da sua biblioteca privada.

20.10.11

Escrever é procurar corresponder


António Victor Ramos Rosa
fez 87 anos ontem ou anteontem
parabéns


Escrever é procurar corresponder

ainda que não se saiba a quê ou se esse quê existe

A nossa liberdade nasce de uma incerta radical

e a sua metamorfose é a invenção de um espaço

de correspondências que visam uma esfera inviolável



Nunca sabemos mas precisamos de desenhar a forma de um caminho

que vai até ao extremo do silêncio e reflui para o espaço

das nossas vidas sonâmbulas e incertas

e que nos abre o peito para uma respiração de estrelas vivas

embora continuemos a deambular no deserto



O silêncio do tempo diz-nos que é a única realidade

e que ela nos conduz à degradação e à morte

mas a ingénua energia de desejo impele-nos cada dia

a procurar a tranquila liberdade de um equilíbrio novo

no espaço da palavra dentro do incessante círculo do tempo

António Ramos Rosa


.

14.10.11


"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós"

Antoine de Saint-Exupéry


Chanting



Seria agradável estar bêbeda:

infiel à minha língua e mãos,

desistindo de limites

pelo heróico gin.

Bêbeda de morte

é a expressão em que estou a pensar,

insensata,

nem fria nem quente,

Sem cabeça ou pé.

Estar bêbeda é ser íntima de um louco

vou tenta-lo brevemente


Anne Sexton
                  — [tradução caseira da lebre] —
there's only 1 alice

 


 

[Lester Bowie's Brass Fantasy - Player Hater - When the Spirit Returns - 1997] — download mp3

13.10.11

músicas


Há muito tempo que andava a pensar em meter umas músicas nos posts e só agora arranjei uma maneira fixe de as pôr. — Altamente.
Se alguém souber uma maneira melhor, a Alice agradece.
Esta é a música do dia (ou da noite) — mas ouçam-na bem — é que apetece ouvi-la interminavelmente...
vou completar os posts anteriores onde teria posto uma música ... ; )

[isto faz-me rever o blog, hummmm!! não sei se faz algum sentido, 853 posts]

Bjs e Abçs


[Lester Bowie's Brass Fantasy - After Thought - My Way - 1990] > dl: mp3

1 respiro - Twilight Dreams



"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar"

Sophia de Mello Breyner Andresen


Ralph Towner & Gary Burton - Beneath an Evening Sky - Slide Show - 1986 ECM > download MP3

Linda


12.10.11

No teu poema



No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,

um corpo que respira,
um céu aberto,
janela debruçada para a vida.



No teu poema 

existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura, 

e aberta, uma varanda para o mundo.



Existe a noite,

o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia

e o cansaço do corpo que adormece em cama fria.



Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.



No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,

a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um canto chão alentejano,

a rua e o pregão de uma varina

e um barco assoprado a todo o pano.

Existe um rio

o canto em vozes juntas, vozes certas

Canção de uma só letra e um só destino 

a embarcar no cais da nova nau das descobertas



Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,

o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,

que vence ou adormece antes da morte



No teu poema

existe a esperança acesa atrás do muro,

existe tudo o mais que ainda escapa

e um verso em branco à espera de futuro.


Versos de José Luís Tinoco e interpretado, de uma forma magnífica por Carlos do Carmo




>
download mp3



7.10.11


Poema em Linha Recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.


Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.



E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,


Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,


Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado


Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.



Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...



Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,



Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

Pedras




"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo"

[PUBLICO.PT]

6.10.11

O Retrato de Dorian Gray


"Escolho os meus amigos pela sua boa apresentação, os meus conhecidos pelo seu bom carácter e os meus inimigos pela sua boa inteligência. Um homem não pode ser muito exigente na escolha dos seus inimigos"

Oscar Wilde


4.10.11

o calor do outono



a este calor no outono chamam-lhe "o verão dos marmelos" e vai pelo menos até ao S. Martinho, se não fôr mais...

Filosofia popular


Through The Back Door. J. Pickford & Alfred E. Green - USA 1921. The Pickford Corporation.

Costumava ouvir da tia Alice:
"As amizades são como as mamas. Há as grandes, as pequenas e as falsas"
o tio Prata acrescentava que ainda havia "os amigos da onça", os que nos fumam o tabaco
e eu acreditava e ficava feliz... e ainda hoje acredito... e sinto-me bem... talvez por isso goste de mamas grandes


cucù ^^




"O Homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos.
Eles sabem o que precisam saber. Nós não"...

30.9.11

dai-nos senhor um pequeno absurdo...

Imagem : Widelec.org

Howard Zinn





"Sigue habiendo el reto. En el otro lado están las fuerzas formidables: dinero, poder político, los medios principales. En nuestro lado está la gente del mundo y un poder mayor que el dinero o las armas: la verdad. La verdad tiene su propio poder. El arte tiene su propio poder. Esa lección histórica - que todo lo que hacemos importa - es el significado de la lucha por todas partes. Un poema puede inspirar un movimiento. Un folleto puede iniciar una revolución. La desobediencia civil puede despertar a la gente y provocarnos a pensar, cuando nos organizamos los unos con los otros, cuando nos implicamos, cuando nos levantamos y hablamos juntos, nosotros podemos crear un poder que ningún gobierno puede suprimir. Vivimos en un país hermoso. Pero gente que no tiene respeto por la vida humana, la libertad o la justicia nos lo han quitado. Ahora está de parte de todos nosotros que nos lo devuelvan.

No tenemos que hacer acciones magníficas y heroicas para participar del cambio. Los pequeños actos, cuando son multiplicados por millones de personas, pueden transformar el mundo."

Así pensaba Howard Zinn.

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